O que é o Despiste de PHDA?
O despiste de PHDA procura compreender se dificuldades relacionadas com a atenção, impulsividade ou hiperatividade podem ser compatíveis com um quadro de Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção.
A avaliação tem em consideração não apenas os sinais presentes no momento, mas também a forma como estes se manifestam no dia a dia e o impacto que podem ter em diferentes áreas da vida.
O objetivo não é procurar um “rótulo”, mas compreender melhor as dificuldades existentes e, a partir daí, orientar os próximos passos de forma adequada a cada pessoa.
Como é realizado o despiste?
O despiste é realizado através da recolha de informação sobre as dificuldades atuais, a história da pessoa e o seu funcionamento em diferentes contextos.
Ao longo do processo podem ser utilizadas entrevistas clínicas, questionários e outros instrumentos de avaliação adequados à idade e às necessidades de cada pessoa. Sempre que pertinente, poderão também ser consideradas informações provenientes de diferentes contextos, como o familiar ou escolar.
A informação recolhida é analisada de forma integrada, permitindo compreender melhor as dificuldades identificadas e orientar os passos seguintes.
Quando pode fazer sentido realizar um despiste?
Dificuldades de Atenção
Dificuldade em manter o foco, organizar tarefas ou concluir aquilo que começou.
Impulsividade
Tendência para agir ou responder rapidamente, com dificuldade em esperar ou ponderar.
Hiperatividade ou Inquietação
Necessidade frequente de movimento ou uma sensação persistente de inquietação.
Impacto no Dia a Dia
Quando estas dificuldades interferem com a vida escolar, profissional, familiar ou pessoal.
Organização e Gestão do Tempo
Dificuldade em planear, cumprir prazos ou gerir diferentes tarefas no dia a dia.
Como funciona o processo de despiste?
Entrevista Inicial
Um primeiro momento para compreender as dificuldades sentidas, a história e o contexto de cada pessoa.
Avaliação
Aplicação dos instrumentos considerados adequados e recolha da informação necessária para compreender as dificuldades identificadas.
Devolução e Orientação
Partilha e explicação dos resultados, esclarecimento de dúvidas e orientação sobre os próximos passos que possam ser mais adequados.
Perguntas Frequentes
Fazer um despiste significa que tenho PHDA?
Não. A existência de dificuldades de atenção, impulsividade ou inquietação não significa necessariamente que exista PHDA.
Existem diferentes fatores e condições que podem provocar dificuldades semelhantes. O despiste permite explorar aquilo que está a acontecer, compreender melhor as dificuldades identificadas e perceber se existem indicadores que justifiquem uma avaliação mais aprofundada.
Que instrumentos são utilizados no despiste?
O processo pode incluir entrevista clínica, questionários e instrumentos de avaliação selecionados de acordo com a idade, as dificuldades apresentadas e as necessidades de cada pessoa.
Os resultados não são interpretados de forma isolada. A informação recolhida é analisada em conjunto com a história e o funcionamento da pessoa nos diferentes contextos da sua vida.
Quanto tempo demora o processo de avaliação?
A duração pode variar de pessoa para pessoa, dependendo das dificuldades apresentadas, da informação que seja necessário recolher e dos instrumentos utilizados.
No primeiro contacto serão explicadas as diferentes etapas do processo e, ao longo da avaliação, será possível esclarecer todas as dúvidas que possam surgir.
É possível ter dificuldades de atenção sem ter PHDA?
Sim. Dificuldades de concentração, organização ou memória podem surgir por diferentes motivos e não são, por si só, suficientes para indicar a presença de PHDA.
Por esse motivo, é importante compreender quando surgiram estas dificuldades, em que situações se manifestam, qual o impacto que têm no dia a dia e se poderão existir outros fatores que ajudem a explicá-las.
Quais são os sinais que podem levar a procurar um despiste de PHDA?
Dificuldades persistentes em manter a atenção, organizar tarefas, gerir o tempo, controlar impulsos ou lidar com uma sensação frequente de inquietação podem justificar uma avaliação, sobretudo quando começam a interferir com o dia a dia.
A forma como estas dificuldades se manifestam pode variar bastante entre pessoas e ao longo das diferentes fases da vida. O despiste permite compreender melhor a situação e perceber quais poderão ser os próximos passos.
O despiste de PHDA é o mesmo que um diagnóstico?
Não necessariamente. O despiste procura identificar sinais e dificuldades que possam ser compatíveis com PHDA e perceber se existe indicação para uma avaliação mais aprofundada.
Um diagnóstico não deve basear-se num único questionário ou resultado. Implica uma avaliação clínica abrangente, considerando diferentes informações sobre a história da pessoa, os sintomas apresentados, o seu impacto no quotidiano e outras possíveis explicações para essas dificuldades.
O que acontece depois do despiste?
No final do processo, é realizada uma devolução da informação recolhida e dos resultados, permitindo compreender melhor as dificuldades identificadas e esclarecer eventuais dúvidas.
A partir daí, são discutidos os próximos passos que possam ser mais adequados a cada situação, que poderão incluir estratégias de acompanhamento, uma avaliação complementar ou o encaminhamento para outro profissional, quando necessário.
Encontrou o acompanhamento que procura?
Se tiver dúvidas sobre qual o acompanhamento mais adequado, entre em contacto. Posso esclarecer as suas questões e perceber qual o próximo passo.